9.8.08

40 anos do grande despertar juvenil


Vladimir Palmeira, estudante brasileiro, discussa em praça pública

Muito se fala de juventude. Seja pela idade ou pelo estado de espírito, a vontade de ser e de parecer jovem, move muitas pessoas.

Além do sentido da jovialidade e da espontaneidade, muitos se motivam a se apresentarem como “jovem”, devido à característica de contestação e participação que os jovens transmitem.

Com certeza o ano de 1968 contribuiu, e muito, para relegar essa imagem aos jovens. Naquele ano, a juventude saiu às ruas para protestar por melhores condições de vida em diversos paises do mundo.

Acontecimentos como a Primavera de Praga, na então Tchecoslováquia; as greves estudantis na França; os Panteras Negras nos Estados Unidos; e a marcha dos 100 Mil no Brasil, em protesto contra a Ditadura Militar; são só alguns dos muitos exemplos.

Estas atitudes da juventude marcaram época e mudaram a história do mundo. Trouxeram avanços tanto na política, quanto nas práticas culturais e comportamentais.



Capa do disco Trópicalia: Tom Zé, primeiro à direita de pé


Datam deste tempo a Tropicália, conduzida por Caetano, Gil e o nosso conterrâneo Tom Zé; a mini-saia, desmistificando valores moralistas do passado; o fortalecimento da consciência pela maior participação de negros e mulheres nas decisões da sociedade.

Através de protestos criativos e bem humorados, em 1968 os jovens mostraram ao mundo que juventude é para brilhar, dizer o que pensa e lutar por uma vida melhor. Isso foi há 40 anos.

Hoje... Jovem sonha em obter emprego e casa própria.

Sobre os Jovens em 1968:

Leia:
1968: o ano que não terminou – Zuenir Ventura, 1988; A insustentável leveza do ser – Milan Kundera; 68: A paixão de uma utopia – Daniel Aarão Reis Filho e Pedro Moraes, 1988.

Veja:
Anos Rebeldes – Denis Carvalho; Barra 68: sem perder a ternura (1992)– Vladimir de Carvalho (2001).

Escute:
Roda Viva – Chico Buarque; Pra não dizer que não falei das flores – Geraldo Vandré; Tropicália – Caetano Veloso.

Com informações da Revista História Viva.

Imagens:

Um comentário:

GLEISE disse...

Gostei bastante do seu olhar sobre o ano de 1968. Acredito que tenha sido realmente uma evolução do pensamento juvenil, mas não podemos nos colocar como meros saudosistas.
Cada tempo tem suas dádivas, seus problemas e suas soluções. No meu olhar leigo, 1968 foi muito mais uma reação as insatisfações vividas que uma mobilização.Pois quando somos impelidos por uma coerção buscamos puxar para o sentido inverso. Então, jovens, independente da idade, são criaturas que se movem pela inquietude.