26.10.08

Na comunicação de uma campanha memorável

E lá se vão mais de dois meses do último post... “Tempo, tempo, tempo, tempo!”. Estive ocupado! Trabalhávamos a comunicação de uma campanha eleitoral. Trabalho intenso, às vezes tenso, e emocionante.

Gratificante, quando se faz com gosto e com vontade. Comunicação, publicidade, jornalismo, produção... o trabalho de uma campanha política envolve um monte destas coisa que gosto muito. Além do mais, tem a esperança, a vontade, a fé de que muitos dos nossos sonhos comunitários podem vir a acontecer.

Na minha concepção, é difícil trabalhar a comunicação de uma campanha política, pensando só profissionalmente. Muitos que assim o fazem acabam sendo envolvidos pelo sentimento ou arrependimento no meio do percurso.

Por isso, desta vez, decidi: “só vou trabalhar em campanha, cuja proposta eu realmente acredite”. E, dando graças a Deus, aos meus pais e aos meus esforços, por ter condições de sobrevivência para poder escolher.

Desta forma, recusei trabalho em duas campanhas políticas. Seria desagradável construir sentindo e tentar comunicar qualidades para alguém em quem você não conhece ou não confia. Antes das eleições fui incisivo na recusa de uma proposta de serviço: “Pra fulano; eu não bato uma tecla”.

Lembrei-me de Duda Mendonça e o seu “Casos e Coisas”. Já faz tempo que li, mas recordo algumas situações. Nesta obra, Duda aborda o seu trabalho com Maluf, menciona as suas primeiras peças publicitárias para o PT e finaliza o livro com uma espécie de pedido de licença. Dali em diante iria começar a campanha presidencial de Lula em 2002.


Duda conversa com Lula antes da gravação de Programa Eleitoral


Duda Mendonça diferenciava a sua atuação com Maluf e o seu envolvimento na campanha do PT. No segundo caso, ele estaria associado a uma proposta pela qual sempre fora simpatizante.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, comunicar numa campanha política, não significa disfarçar ou maquiar um candidato (embora isso aconteça e muito... rsrsr). A mensagem a ser transferida, é aquele sentido verdadeiro da pessoa, aquela essência sincera que às vezes nem o próprio candidato consegue demonstrar.



Uma breve conversa com Derivaldo


Com esse espírito entrei na campanha de Derivaldo Pinto à Prefeitura de Irará. Por acreditar na proposta, no grupo, no perfil do candidato. Perfil este que, ao decorrer da campanha, fui conhecendo ainda mais, assim crescendo a convicção de estar fazendo o trabalho certo.

Desde a primeira reunião, na segunda semana de julho, até a mensagem de agradecimento no dia 07 de outubro, foi trabalho árduo em regime DE (Dedicação Exclusiva). Montamos a equipe e fomos a campo.

O grupo era pequeno, mas tínhamos de atuar em diversas frentes. Estive co-dirigindo, estúdio de vídeo, estúdio de áudio, site na internet, plano de palco e informativo impresso. E fui o responsável direto pela escrita de roteiros para todos estes veículos midiaticos.

Além disto, também fazíamos a assessoria de impressa e por vezes até secretaria. Acabei recebendo a fama de Coordenador de Comunicação.

Estas responsabilidades por várias vezes me assustaram: “Caso a derrota bata na porta, não faltará gente a apontar culpas e falhas em nosso trabalho”. O alerta de um companheiro servia como um aviso temeroso.

Outras críticas apareceram, mas apesar delas, e foi muito bom tê-las, os elogios eram muitos. E era gratificante receber elogios, pelo site, pelo Canal 40, pelas mensagens nos carros de som, pelo informativo “A Verdade Prevalece”, pela comunicação da campanha como um todo. Eles viam de gente da campanha, de espectadores e até de gente especializada.

Edson Barbosa, da Link Propaganda, por diversas oportunidades pontuou a qualidade do trabalho feito. Foi gratificante ouvir elogios e palavras de incentivo de alguém com larga experiência em campanhas políticas, tendo no currículo vitórias de várias eleições, inclusive para governos estaduais.

Edinho também foi importante para os andamentos da comunicação. Sugestões claras foram colocadas na mesa para discussão, quando, por uma ou duas vezes, estivemos reunidos com ele.

A vitória eleitoral corou todo o trabalho. Para além dos boatos, das mentiras e provocações as quais sofremos, ficam as boas lembranças desta campanha.

Entre tantas, posso citar algumas: A Caminhada da Paz, com a declaração espontânea do apóio de Mãe Melânia. A participação na Cavalgada. Os comícios shows, em Bento Simões e o de encerramento na Praça da Purificação. As caminhadas na feira. O trabalho de toda a equipe. Os ódios e os amores vividos. Momentos inesquecíveis. Fatos de uma campanha eleitoral memorável.

Por tudo isso; só temos a agradecer. Agradecer a Deus por viver esses momentos e sair vitorioso. Agradecer a Derivaldo, pela confiança em nosso trabalho, quando ele, se quisesse, poderia contratar uma Agência de Publicidade mais experiente.

Agradecer a Kakal pela força, incentivo e batalha, durante toda essa campanha, na qual ele, como coordenador, fez verão e foi muito ativo.

E também agradecer a todos os parceiros da equipe de comunicação:

O Diretor de Arte, Marcílio Cerqueira; o estúdio de áudio sob a tutela de Rui Martins e Murilo Martins; o editor de imagens Pedro Brito; os cinegrafistas Sergio Moreira e Gerson Nascimento; os locutores Welton Acelino, Nivaldo Cruz e Lucival Lopes; as gravações de Adalício e as colaborações valorosas de Reginaldo Filho (Reginho) e Rodrigo Martins (Capita);

Valeu !!!
PS. quem sabe no futuro alguns 'causos' da campanha elitoral podem aparecer aqui.
* Fotos:
Roberto e Derivaldo por Marcílio Cerqueira.
Lula e Duda pela ajuda do Google Imagens.

Um comentário:

capita disse...

Massa Ró, foi isso mesmo.
Valeu, pra todo mundo.
No final de tudo foi de fuder pra caealho!