5.12.06

ACM e o espelho

A Rádio Band News noticiou o discurso de Antônio Carlos Magalhães (PFL–Ba), semana passada no plenário do Senado. A fala era em defesa da ética na relação entre governos e veículos de comunicação (sic). De acordo com a reportagem, o Senador teria dito que governos deveriam ser proibidos de anunciar em empresas de comunicação cujos donos sejam “políticos, filhos de políticos ou parentes de políticos”.
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Concordo com o Senador. O difícil vai ser encontrar, principalmente quando se referir a grande mídia, grupos que estejam fora do perfil traçado. O próprio ACM quando foi Ministro das Comunicações, durante o governo de José Sarney, distribuiu o maior número de concessões de Rádio e TV, para políticos e parentes de políticos, da história. Na Bahia, por exemplo, é grande a quantidade de emissoras em poder de políticos.
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Neste cenário, é a própria família do ilustre Senador (um político) que detém a maior rede de comunicação do estado. Rádios, TVs, Jornal, entre outros, completam o império dirigido pelo Júnior, filho do Antônio Carlos. E nos últimos anos, os veículos da família receberam, sim senhor, publicidade oficial, até mesmo quando o próprio ACM era governador do Estado.
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Será que só agora Antônio Carlos percebeu a falta de ética nesse tipo de prática? Ou será que tem algo a ver com o fato de que – parece - ele vai ser oposição total (Prefeitura de Salvador, Governo Estadual e Federal)? Comentei o discurso do, agora quase folclórico e histórico, Senador com alguns colegas que disseram: “deviam ter colocado um espelho na frente dele”.

2 comentários:

SERGIO CABELERA disse...

Rapá!

Deixa o cara!!

Vai ver tá de aminézia!

Ô BICHO VACILÃO!!!!

Roberto Martins disse...

Valeu Cabelo !

A ligação direta que "Cê" fez de uma nota a outra foi fantástica. rs, rs, rs.