13.2.15

“Axé Músic”: Irônico, Marcelo Nova teria feito batismo

Entre as recordações da “Axé Music”, as elegias saudosas e as tantas abordagens e entrevistas em programas de rádio, surge uma versão até então desconhecida para muitos. 

O nome de batismo, para o que se comemora 30 anos neste carnaval, pode ter sido originado nas críticas e ironias de Marcelo Nova, então vocalista da banda Camisa de Vênus. 

A versão foi dita na quinta (12/02) no programa Band News Primeira Edição, da FM 99,1 – BN Salvador, pelo apresentador Evilásio Jr. De acordo com o jornalista, na época, o roqueiro se referia às músicas que faziam sucesso no carnaval baiano, pejorativamente e ironicamente, com o termo “axé músic”. 

Depois, publicitários e/ou locutores de rádio teriam se apropriado do nome e popularizado o batismo das músicas e danças de destaque naquele momento de tantos “fricotes” e “deboches”. 

O que era chacota, virou rótulo de sucesso... 

Em meados dos anos 1980, momento no qual surge a “Axé Music”, o Rock Brasileiro era forte nos corações e mentes da juventude no Brasil, inclusive na Bahia. 

Que cruzamentos e/ou enfrentamentos estes dois tipos de música podem ter sofrido em terras soteropolitanas naqueles tempos?

Estão aí indícios de um bom tema para pesquisa. Se é que alguém já não a tenha feito. 

A informação de Evilásio, me lembrou o vídeo abaixo. Nesta gravação, de 1988, Marcelo Nova, acompanhado de Raul Seixas, comenta sobre uma das músicas mais populares do nascedouro da “axé music”. 



Raul Seixas & Marcelo Nova 
- Sobre a AXÉ Music - Salvador BA - 1988
Publicado em 3 de mar de 2012

Do canal de Rodrigo Titatelli no Youtube

12.2.15

Por que este anúncio “confuso”? “Porque sim!”

Era o episódio intitulado “O Rei e Eu”, de A Grande Família. Agustinho Carrara (Pedro Cardoso), comodoro do Paivence (Espaço de Eventos), programou um show cover de Roberto Carlos. O artista genérico era o Tuco (Lúcio Mauro Filho), cunhado do gestor do espaço. 

Para atrair público Augustinho aprontou uma das suas. O que, para ele, se traduzia numa “estratégia de marketing”.

 "Estratégia de Marketing" de Augustinho

Carrara mandou fazer um cartaz: “Tuco canta Roberto Carlos”. 

A informação “Tuco canta” tinha letras bem pequenas; enquanto “Roberto Carlos” e os outros elementos informativos eram grafados em tipologia gigantesca. 

Como era de se imaginar, deu confusão. 

Lembrei-me desse episódio, da saudosa série de TV, ao ver o cartaz reproduzido abaixo. O anúncio divulga um evento de camarote durante o Carnaval de Salvador.  


O show é de Lenadro Sapucai, com participação de Carlinhos Brown. Pela lógica, o anfitrião faz o show - na quase totalidade do tempo - e o convidado entra em algumas músicas. No entanto, a julgar pelo cartaz, não é isso o que aparenta. 

Na peça publicitária, Carlinhos Brown é o único a ter imagem e ainda tem o nome mais destacado. Fica com a maior pinta de atração principal. Seria uma “estratégia de marketing”?

Redações e layouts assim são até engraçadinhas, quando acontecem na ficção. Mas na vida real...

Eu questionaria aos produtores e divulgadores do evento, porque eles publicizam um tipo de anúncio “confuso” como este. E eles fatalmente me responderiam: “Por que sim!”. 

PS – O anuncio ainda deveria informar, além da data, o dia do evento. Tipo: “Domingo de Carnaval”. Desta forma comunicaria melhor para o folião.  

15.10.14

Até parece o "café com leite"

Nos primeiros anos do Brasil republicano, paulistas  e mineiros alternaram-se no poder.  

Era a chamada “República do Café com Leite”. A nação tinha um comando rotativo. Um presidente paulista (Café), depois um mineiro (Leite). E assim sucessivamente. Isto era a República Velha.

O gaúcho Vargas quebrou esse ciclo. De lá até os militares (1964) tivemos um mineiro na presidência, Juscelino Kubistchek.  

No entanto, após o período militar (1964-1985), ao que parece, voltamos a tomar café com leite. 

O primeiro presidente civil eleito após a ditadura militar, ainda que de forma indireta, foi Tancredo Neves (mineiro). 

Morto antes da posse, Tancredo deixou a vaga ao vice Sarney. 

A eleição de 1989 elegeu o carioca, com base em Alagoas, Fernando Collor. 

Sofrido o impeachment, Collor saiu da presidência pra dá lugar a Itamar Franco (mineiro). 

Em 1994 e 1998, FHC foi eleito e reeleito. Ele é carioca de nascimento, mas oriundo da base política de São Paulo. 

No anos 2002 e 2006, o eleito e reeleito foi Lula da Silva. O ex-sindicalista, de origem pernambucana, também construiu sua vida política em São Paulo.

2010 foi o ano da primeira eleição de Dilma Roussef. Embora tenha feito carreira pública no Rio Grande do Sul, Dilma é mineira de nascença. Em Minhas Gerais, onde foi presa e torturada pela ditadura, a presidente iniciou sua militância política. 

Dilma volta a disputar a presidência agora em 2014. O seu oponente no segundo turno é o mineiro Aécio Neves (Neto do Trancredo). 

Dois candidatos mineiros, Dilma e Aécio, com dois paulistas como vices. Michel Temer e Aloysio Nunes, respectivamente. 

Se levarmos em consideração a base política ou local de nascimento dos presidentes pós golpe, teríamos o seguinte resumo. 

1985 - Trancredo Neves (Minas) 
1985 - Sarney (Maranhão) 
1989 - Collor de Mello (Rio de Janeiro/Alagoas) 
1992 - Itamar Franco (Minas) 
1994 - Fernando Henrique (Rio de Janeiro/São Paulo) 
1998 - Fernando Henrique (Rio de Janeiro/São Paulo) 
2002 - Lula da Silva (Pernambuco/São Paulo) 
2006 - Lula da Silva (Pernambuco/São Paulo) 
2010 - Dilma Roussef (Minas/Rio Grande do Sul). 

Um pouco parecido com o "café com leite", não é? 

7.10.14

SETARO King! Herói dos quadrinhos. E da Facom

Setaro King  
Reprodução do Zine Facoman 03


Primeira metade da primeira década do século XXI.  Tempos de produção efervescente de zines na Facom. Alguns memoráveis como o “Bundalelê”, o “Terno de Branco” e o “Muriçoca”, entre outros.  

Neste contexto foi criado o “Facoman”. Um Zine/HQ de tanto sucesso, no ambiente faconiano, que até ultrapassou as páginas impressas e ganhou uma versão em vídeo.

A criação foi de Lucas Mascarenhas, Thiago Alban e Lucas Esteves. A inspiração é nitidamente nas séries de TV com grupos de super-heróis japoneses, como “Changeman” e “Flahsman”, e o cotidiano da faculdade, vivenciado pelos autores, então estudantes. 

Os Facomans (ou Facomen?) foram alunos selecionados pelo “MasterCat” para se tornarem super-heróis. A grande missão deles era salvar a Facom, e o mundo, do “Império Boçalis”. Esta “organização maligna”, liderada pelo grande “Satan Gomes”, tinha a missão de transformar todos em “intelectuais boçais”. 

Na terceira HQ da série foi anunciado desde a capa, ainda improvisada como as duas anteriores, “a triunfal aparição de Setaro King”. 

Inspirado no professor André Setaro, como o próprio nome já indica, o “Setaro King” era um robô gigante. Ele apareceu na série para salvar os heróis faconianos do “Monstro Coxinha de Tia Del”. 

“Setaro é a única unanimidade da Facom”, disse alguém naquela época. Talvez por isso foi o professor escolhido para ser o herói dos super-heróis faconianos. O artefato decisivo para salvar “os Facoman” na hora do perigo.  

Para combater boçalidades nada melhor do que a irreverência, o humor fino, a contemplação preguiçosa e criativa, a informalidade e a crítica ácida e certeira, entre tantas armas setarianas para a sobrevivência em um mundo hostil. 

Muitos o consideravam “o herói da Facom”. Mirdad disse que, depois da ausência dele, a Faculdade de Comunicação da UFBA poderia até trocar de nome, porque jamais será “a Facom”. 


Acesse abaixo a integra do Facom 03 - Terceiro, mas não derradeiro
#SETRO64 – Homenagem ao professor André Setaro, em 12 de outubro, às 16h, na Sala Walter da Silveira – Biblioteca dos Barris. 

3.10.14

O chiclete da Dilma faz “ploc”, o do Aécio faz “bum”

O debate de ontem na Globo não teve muitas diferenças dos outros realizados anteriormente.

No confronto Dilma X Aécio, o que se viu foi mais do mesmo.

E esta repetição vai além dos debates anteriores. Capítulo repetido de uma novela re-make que o Brasil assiste periodicamente há cerca de 20 anos. A gincana PT x PSDB.

Um aponta que o outro privatizou quase tudo. O outro responde que o adversário privatizou estradas e aeroportos.

Então se um diz que o oponente está inundado em corrupções. Seja privatizações, votos da reeleição, metrô de SP, aeroporto do tio... A resposta? “Petrobrás!”, “Correios!”, “mensalão!”...

Quando um diz ser responsável pela criação de grandes programas sociais. Outro diz ter criado antes.

E se um sinaliza ter transformado o país numa potência econômica. Logo o outro diz ter nocauteado a inflação.

Luciana Genro, ontem no debate, em fala dirigida a Aécio Neves, disse que “é o sujo falando do mal lavado”.

Às vezes nos parece ser briga besta de menino birrento.

“O meu chiclete faz ‘ploc’, o seu chiclete faz ‘bum’”. Bum bum bundão.

Ainda com o soar de barulhos diferentes, as bolhas se mostram parecidas.

Isso pode fazer bem pra “seu” Mané do bar; mas pra nossa dentadura não.

* Inspirado na canção “O chiclete” do Ultraje a Rigor

1.10.14

Os cãesdidatos


Depois de um olhar ligeiro, a gente pode pensar que o cachorro também é candidato.

Corre o risco da rapidez na visualização pregar uma peça. 

Imagine um cão, como um político importante, dando apoio ao seu coligado. 

A cidade está infestada de placas com fotos de políticos. Outro dia vi uma com um candidato a deputado, um candidato a senador, um candidato a governador e um cachorro. 

Rapidamente, me perguntei: “O cachorro é candidato a que mesmo?”. 

Parece a moda da estação. Percebe-se um aumento no número de candidatos a pousar ao lado de fotos caninas. 

É a onda pela defesa dos animais. 

Dizem que isso dá voto. E, provavelmente, quem vota, quem pede e quem defende este tipo de voto deve relevar maior importância aos direitos animais. Os humanos e os sociais ficam em segundo plano. Se é que figuram em alguma posição... 

Sabedoria popular diz ser melhor um cachorro amigo do que um amigo cachorro. 

O cachorro é visto como símbolo de “amizade” e “fidelidade”. Já “cachorrada” remete a “falsidade” ou “safadeza”. 

Desconheço qual simbologia precede a outra. Apenas observo os usos e os frutos nas representações daquelas palavras em suas contradições.

Minha mãe me contou que, em tempos eleitorais, quando a humilde residência da família na zona rural era visitada por políticos, após a saída de cada um deles, meu avô materno alertava: “É tudo uns cachorro minhas fia, só muda a coleira”. 

A “coleira” seriam os partidos. 

Hoje é difícil identificar a qual linhagem pertence um político profissional. Temos visto muitos deles mudando de “coleira” ou até mesmo de “canil” a todo instante. 

Neste ambiente, é raro encontrar “cães fieis” a princípios. Existem muitos “cães de guarda” ferozes. Eles defendem, com garras e dentes, os seus empregos, salários, vantagens e/ou mordomias.

Ainda que possamos separar o joio do trigo, o eleitor se perde no meio de tantos “cãesdidatos” a latir no horário político eleitoral.

“Quanto mais eu conheço os homens, mais admiro os cachorros”. 

Quem costuma repetir a famosa frase acima deve acreditar mais nos cães do que nos homens. E, certamente, ficaria feliz se os cães estivessem denotativamente na política. Porque, conotativamente, a cachorrada já faz parte do meio político há muito tempo. 

Será que um dia os cães estarão na urna eletrônica? 

Bem, nos cartazes e no horário eleitoral da TV eles já estão aparecendo de montão. “Au, au!”. 

30.7.14

Construção de Mersinho faz Jilú permanecer

Sentimos dor, quando perdemos as pessoas para a existência. 

Conforta lembrar que a memória fica. No entanto, ela é uma espécie de existência com prazo de validade. 

A memória é passível de falhas. E, qualquer dia destes, também há de ir junto conosco... 

Carrego dores. Angústias por pessoas para as quais não fiz registros. E, me sinto pequeno, para grafar memórias tardias. Medo enorme de falhar. 

Principalmente para com os meus. Assusta-me ainda a possibilidade de parecer presunçoso. Um tipo de coruja gabando o toco. Receio de criar um produto não merecedor de crença analítica por quem leia. 

Hoje diante da notícia da morte de Jilú, pensei um pouco nisto. Pensei o quanto Mersinho foi apaixonado e corajoso com o seu: “A Construção – Histórias do Mestre Januário”. 

Lembrei da época em que Mersinho labutava na construção do seu livro. Da empolgação dele de, não só contar sobre a obra e as histórias do avô, mas como também de levar pessoas até a casa se Jilú. 


Ao lado do Mestre Januário em visita à casa dele

Tive a sorte de ser um destes privilegiados visitantes. Na casa de Jilú além de histórias, como a curiosa passagem de Luis Gonzaga num circo em Irará, ainda descobrir engenhocas. 

Estava lá um complicado “quebra-cabeça” que, feito pelo próprio Jilú com alguns pedaços de gravetos, para mim, foi impossível desarmar.

Quando o livro de Merso ficou pronto, tivemos a honra de lançá-lo durante o Colóquio de Literatura Popular de 2008. Evento produzido pela Casa da Cultura, quando estávamos por lá. 

Para felicidade de todos, o velho Jilú se fez presente. Foi vestido a caráter, para a noite de autógrafos do neto, no lançamento da obra na qual ele era o personagem de centro. 

Jilú, ao centro, em noite de autógrafos de "A construção..."

Recentemente pude ler e ouvir relatos da dedicação constante de Mersinho a Jilú. Fosse para “chamar o doutor” ou para dá banhos. Mãos à obra. 

Se a canção perguntar, talvez a resposta seja rápida. Ao merecer tanto carinho daquele neto, Jilú, como mestre de obras que foi, deixou muito mais do que tijolos no muro.

No dia de ontem Jilú passou. Um dia, pode ser daqui a cem anos, Mersinho também passará. Mas em algum canto, algum dia, alguém pode encontrar um exemplar daquele livro. E quem ler saberá das histórias do Mestre Jilú, graças a seu neto dedicado e atencioso. 

Mersinho e seu livro "A Construção - Histórias de Mestre Januário"




Imagens: 
Roberto e Januário por Emerson Nogueira
Januário e convidados e Mersinho com Livro por Katiene Suzart

7.12.13

O teatro e o faz-de-conta

Durante muito tempo desejei e imaginei que as situações e acontecimentos fossem vistos e descritos como são. Ledo engano. As pessoas gostam mais do que “parece ser”. Fogem do que “é”. 

Agora eu sei um dos motivos do meu fascínio pelo teatro. O teatro, para usar um termo dito por Cazuza em uma canção, é uma “mentira sincera”. E as “mentiras sinceras” também me interessam. 

O teatro não falseia, falseando. Ele se apresenta, logo de cara, como uma “encenação”. Fica implícito, como em um acordo tácito com o espectador, que ali não está o que é real. 

No entanto, através da verossimilhança, o teatro nos mostra uma realidade óbvia. E que, por tão, mais tão, visível, estava oculta. 

A arte teatral denuncia a hipocrisia humana. Desmascara os jogos de cena. 

Muitos costumam ir ao teatro para rir ou chorar da própria miséria. Outros tantos o freqüentam porque desejam apurar o olhar crítico para com a realidade. 

O teatro do qual falei até aqui é o artístico. Ele é bem diferente do teatro do dia-a-dia. 

O teatro do cotidiano é o faz-de-conta. Pessoas simulam situações, se fazem de personagens, vestem fantasias hipotéticas, entre tantos outros artifícios, na intenção de “parecer ser”.

Vale de tudo. O desejo é não ficar de fora do grupo social. Não parecer em desvantagem, com relação ao outro. Se apresentar como superior.  Torna-se uma pessoa a ser invejada, copiada, admirada. 

E neste contexto, as redes sociais, principalmente o Facebook (a mais usada entre os brasileiros) são o paraíso na terra. 

Com isto, potencializa-se uma sociedade doente pelo consumismo e as aparências. Vive-se um ciclo vicioso. Tal e qual é apresentado no filme “Beleza Americana”, cujo desfecho mostra justamente a condenação de quem quis se rebelar contra esse mal. 

Precisamos de mais reflexão e menos fantasia. Mais teatro e menos faz-de-conta. 

Triste do local, onde não se faz e nem se assisti teatro.

2.12.13

CHAMA O DR.

Texto escrito por  EMERSON NOGUEIRA - MERSINHO 

Mestre Januário no seu cantinho habitual  

Nos altos dos seus 92 o velho Januário precisou de um reparo. Foi quando Juvam da Pisadinha gritou: chama o Dr rapaz.  

- Já o levei duas vezes essa semana no hospital e passaram medicamentos. 

- Que nada, esses médico novo, hum..humm...

Era final da tarde de domingo 27/10/2013. Chegando ao antigo casarão bati algumas palmas.... Logo o Dr. abriu a porta, então apresentei-me e fiz questão de desculpar-me pelo incômodo. Fui tão cauteloso que não deixava nem o Dr. falar. Foi quando respondeu sorrindo: 

- Para, para, para não precisa de discurso, eu não to mais fazendo esse tipo de atendimento, mais como é Mestre Januário vou abrir uma exceção”.

Naquele momento percebi a conhecida irreverência do grande cidadão Iraraense. Mandou-me esperar enquanto preparava a maleta. Eu não estava sozinho, os amigos Roberto Aranha e Emerson estavam de prontidão para dar aquele necessário tombo.

Chegando a roça lembrei-o dos tempos de chegança naquele terreiro. O velho deu um breve sorriso. Fomos até o quarto onde os amigos se reencontraram. Tiveram uma pequena prosa, daí fiquei a observar o andamento da consulta.


Encontro entre Dr. Deraldo e Mestre Januário 

Foram muitas perguntas, até que Mestre Jilú disse ao Dr. que achava que tava era de “olhado”.  O Dr. pensou alguns segundos e revelou mais uma nota do seu rico repertório. Disse que sabia rezar olhado e perguntou se ele tinha fé. Logo pediu umas folhas de vassourinha e começou a rezar. Ao lado botei a mão no bolso e vi que também tinha um bom instrumento para orquestrar. Foram alguns minutos inesquecíveis. 

Dr. Deraldo reza Mestre Januario 

No outro dia o velho levantou. Já sentado em seu habitual cantinho, perguntei como ele estava. Respondeu: “ tô aqui teimando”. Neste momento observei uma cena que refletia a continuação. Muitas vezes há de haver um fim, mas haverá sempre um recomeço. O velho e o novo estavam em movimentos parecidos. Que estejamos preparados para um novo amanhecer, e que jamais há de esquecermos o mais velho dos doutores, o Deus da vida.


O velho e o novo, Januario e seu bisneto Cauã


Veja o Vídeo de Dr. Deraldo rezando o Mestre Januário 





Mercinho, 02/12/2013

6.11.13

Dia D Drummond...

Carlos Drummond de Andrade, “poeta que cantou o amor, denunciou a miséria, chorou a crueldade humana. Ao mesmo tempo realista, moderno e lírico”. Conforme noticia do Blog “Bula Revista”, do Portal R7, Drummond “ganhou o Dia D, inspirado no Bloomsday, o dia dedicado ao escritor irlandês James Joyce. A data, 31 de outubro, aniversário do poeta [nascido em 31/10/1902 – falecido em 17/08/1987], é comemorado no Brasil e em Portugal. 

Abaixo dois poemas de Drummond:         

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

10.10.13

Deixai vir a criancinha de dentro de ti

Já ouvi dizer que toda criança é egocêntrica.  Por isso, ela pensa ser o centro do universo, imaginando-se a razão do existir de tudo à sua volta. 

Não sei se de fato toda criança pensa assim. Só lembro que no meu tempo de infância, pensava que ao menos uma coisa nós tínhamos para chamar de nossa. Um feriado. 

Depois, antes mesmo de ficar adulto, ainda pré-adolescente, descobri que o descanso do  “12 de Outubro” não era por razão das crianças, mas sim por uma santa. Era mais um feriado católico. 

A proximidade da data me trouxe esta lembrança e uma reflexão: Que importância tem crianças em um mundo governado por adultos? 

Elas são cada vez mais tratadas como “adultos em miniaturas”. “Bota a maquiagem”; “diz quem é a tua namoradinha”; “pinta e bota roupinha sexy”. Em geral, acham-se tudo muito lindo. Tendemos a gostar de miniaturas; tem gente que coleciona. 

Até mesmo como público reduziu-se os espaços para as crianças. Minguaram os programas de TV direcionados para os infantis. Já não ouvimos mais grupos musicais de meninos e/ou meninas como no passado. 

Restam-lhes os programas e as músicas “adultas”. E como o HD dos pequeninos tem bastante espaço livre, “aprendem rapidinho”. Há quem ache graça.

Estamos “adulterando” as crianças, quando deveríamos “infantilizar” um pouco mais os adultos.
E “infantilizar” não quer dizer “abobá-los”. Longe disso. É torná-los mais infantis, para serem mais sinceros, puros, alegres, irreverentes, generosos...

Gonzaguinha nos disse que “fica com a pureza das respostas das crianças”, porque é bonita, e é bonita, é bonita. Cazuza nos perguntou se já tínhamos reparado “na inocência cruel das criancinhas”, porque elas “advinham tudo” e “sabem que a vida é bela”. E lá nos fins dos anos 1970, Roberto Ribeiro cantava que “todo menino é um Rei”. 

E menino é Rei que desafia Rei. Lembrem-se da fábula. O menino não teve pudores de anunciar que o rei estava nú. Antes, todos já tinham percebido, mas ninguém tivera coragem de denunciar o despimento da majestade. 

Neste ano de 2013, o livro O Pequeno Príncipe, do francês Saint-Exupéry, completa 70 anos de lançamento. Este Best Seller da literatura mundial traz uma reflexão, através dos sonhos e questionamentos de uma criança, nos mostrando a valorosa importância de coisas simples, as quais deixamos de lado quando nos tornamos adultos. 

Jesus Cristo pediu que deixasse ir até ele as criancinhas. E é isto que todos devem fazer. Ao invés de sufocar, deixai vir à tona a criança que há dentro de si. 

19.8.13

Torcedores organizam “selinhozaço” em apoio a Emerson Sheik – “Quem apóia e elogia, participa!”*

Enquanto muitos torcedores do Corinthians protestam contra o jogador Emerson Sheik, por ter postado uma fotodando um selinho em um amigo, cresce também o número dos que apóiam a atitude do corinthiano. De acordo informou um líder de torcida, que pediu para não ser identificado, o gesto de apoio será massivo e virá de torcedores de vários clubes do país. Segundo o referido líder, em apoio ao Sheik, os torcedores já organizam um grande “selinhozaço” nas redes sociais. A ação, prevista para acontecer no próximo sábado, 24, consiste na postagem de fotos de homens dando selinhos em amigos e/ou namorados. “Não importa se você é homo, não importa se você é hetero, quem apóia e elogia a atitude do Sheik, participa. Porque apoio se mostra com atitude e não só com palavras”, declarou o torcedor, convicto de que agora, as redes sociais vão “pipocar” de homens dando selinho.  


*Isso é quase um Piauí Herald 

16.7.13

Confere! Conferência.

Confere, Confere, Confere... Conferência! Lembra bingo. Um monte de gente acompanhando, marcando e conferindo, sob o sol, no chão da praça. De cima do palanque, alguns conduzem o evento, para apenas uns poucos ganharem os prêmios. Conferências seriam mais válidas se fossem “deliberativas”. Quando o que lá é decidido tem força de Lei. E a gestão pública é obrigada a cumprir sob a vigilância da justiça. Enquanto a Conferência for apenas “Consultiva” não é de maior valia o seu significado. É colheita de opiniões. Às quais serão executadas, ou não, a bel prazer do gestor em exercício. Há muitos exemplos. E o povão segue na praça fazendo número, marcando a pedra cantada por quem tem o microfone e a situação nas mãos. E ainda por cima, validando o sistema, balançando a cabeça e repetindo: “confere, confere, confere!”.

10.7.13

Quase sempre, quase nada muda. E o vislumbre de esperança: Mais 02 de julho e menos 07 de setembro

02 Julho de 1823. Nasce o sol, “com brilho maior que no primeiro”. Finalmente, os portugueses foram expulsos. Os bravos braços do povo baiano foram decisivos para concretizar a independência do Brasil.

A emancipação brasileira havia sido declarada no ano anterior, ao 07 de setembro, com um “único grito”. Os historiadores e suas pesquisas nos ensinam. Um arranjo. E a soberania do Brasil nascia (sic) pagando indenização ao colonizador.

Do alto de seu trono bonachão, D. João, certamente orientado por assessores, teria sentido os ares da mudança e profetizou. “Se tem de ser alguém, que sejas tu meu filho”.

De tal sorte, D. Pedro I assumiu o império brasileiro e o país continuou sendo 
governado pela mesma família real que aqui mandava durante a monarquia. Mudança pouca.

Os ventos libertários, ocorridos em outras partes do globo e percebidos pelo clã de Orleans e Bragança, tiveram como inspiração a consagrada Revolução Francesa. Lá, a história demonstra uma situação um pouco mais diferenciada. O rei caiu e cabeças rolaram.

No entanto, não demorou muito e a “revolução” pareceu se adequar ao status quo. O revolucionário Robespierre guilhotinou companheiros. Eram os reflexos de outra classe social no comando. Ao invés da realeza, a burguesia.

E assim seguiu-se a história no mesmo ritmo anterior. Dominantes e dominados. Quase “tudo como dantes, no quartel de Abrantes”.

Exemplos, não faltam na trajetória humana e brasileira. O povo pediu para crucificar Cristo e libertar Barrabás.  Foi um “Marechal” quem proclamou a República do Brasil. Trosky foi assassinado no México, a mando do companheiro Stalin. E Júlio César perguntou: “até tu Brutus?”.

No Brasil pós Regime Militar (1964-1985), o mesmo modus operandi. Ainda com a Ditadura na UTI, os arranjos políticos já sinalizavam. Evidenciou-se depois, diante da morte de Tancredo e ascensão de Sarney à presidência.

O Tancredo eleito indiretamente era o mesmo que personificou o “parlamentarismo arranjado” em 1963, para evitar a posse integral de Jango. 

Já o Sarney, hoje no PMDB (partido que desde 1985 é base de apoio ao governo federal seja ele de que lado for), assim como muitos dos seus, era recém oriundo da ARENA (Aliança Revolucionária Nacional).

A expressão “Revolucionária” da sigla testifica que aquela agremiação política, de laços tão próximos com o primeiro presidente civil pós golpe de 1964, tinha sido o partido de apoio aos governos militares. Esta era a cara da Nova República que já nascia velha.

Aqui no nosso Irará a história não é lá muito diferente. Uma geração inteira assistiu a alternância dos mesmos no poder. A ponto de uma campanha eleitoral derrotada na época usar como slogan uma espécie de desabafo: “Chega de Repeteco!”.

Enquanto isso, outros gritavam “Renova Irará!”. Parecia um desejo novo, uma vontade diferente. Ao invés de uma única família, um único grupo, sobre as ordens de um único chefe, a proposta de um governo de parceria com o povo. Experiência frustrada e a volta dos mesmos.  

No Irará de agora, os três “mosqueteiros”, que propagavam o “renovar”, junto de outros que se proclamavam diferentes dos “renovadores” e dos “conservadores”, são a linha de frente do governo da cidade.

“E o que temos pra hoje?”. Titulares de cargos de confiança daquela época, para a qual se pedia renovação, ocupam os mesmos cargos estratégicos na gestão de agora. E até mesmo “o chefe” de antes, contra o qual os “renovadores” pregavam, faz parte do governo de hoje e se diz apoio político ao executivo. É mais do mesmo.

Em um grupo no Facebook, criado para discutir política de Irará, o qual conta com mais 2,5 mil pessoas cadastradas, Danilo Pires nos lembrou o dito do final do filme “Tropa de Elite 02 - O inimigo agora é outro”:

“O sistema entrega a mão pra salvar o braço. O sistema se reorganiza, articula novos interesses, cria novas lideranças. Enquanto as condições de existência do sistema estiverem aí, ele vai existir”.

E vem existindo há muito tempo. Na Roma antiga, na França pós-revolucionária, no Brasil Independente, em Irará, em todo lugar. “Eles têm vencido e o sinal tem ficado fechado para nós que somos jovens”.   

Ao longo da história, têm sido assim. Quase sempre, quase nada muda. O surpreendente é que, mesmo com este histórico, mesmo diante de tantas experiências, toda vez que assistimos o povo tomar as ruas, as esperanças renascem. E mesmo sendo “Cowboy Fora da Lei” vislumbramos perspectivas de que seremos mais 02 de julho e menos 07 de setembro.  

7.6.13

Alô juventude! O conhecimento os levará à verdade e “a verdade os libertará”

Por algumas oportunidades professores me convidaram para fazer falas motivacionais em escolas públicas. A intenção é sempre a mesma. Levar uma palavra de esperança aos jovens, quase sempre descrentes no futuro. 

Hoje, embora o país tenha notoriamente mais oportunidades do que em um passado não muito distante, grande parcela da juventude segue sem motivação. Talvez por desesperança, quem sabe por falta de perspectivas, ou ainda possivelmente, por pressa. 

É notório que a rapaziada de hoje não vive o tempo dos jovens de outrora. A hora continua tendo sessenta minutos. Os minutos, por sua vez, sessenta segundos. No entanto, observamos que “o tempo de hoje corre mais rápido”.

Se a juventude de outras épocas esperavam cartas de amor. Daquelas que demorariam horas intermináveis para chegar através um colega de escola, ou então em dias ou em semanas, via correios. A molecada de hoje se corresponde em instantes. Estão aí os celulares e as redes sociais da internet. 

Por isso, para muitos destes jovens, é difícil vislumbrar o “distante” tempo do futuro. É “tudo ao mesmo tempo, agora”, como na canção dos Titãs. Para eles, mesmo que o amanhã possa está ali no virar da esquina, demora muito pensar ou esperar por ele. Vale viver o agora. 

De tal maneira, para mim, conversar com estes jovens de hoje, dizendo que o estudo é importante porque lhes trará benefícios amanhã, não é a maneira mais eficiente de seduzi-los. 

O propalado e batido “estude para um dia ser alguém na vida”, já “não cola” mais. Tão pouco, o incentivo ao estudo para se conseguir bens materiais no futuro. Como já dito, eles tem pressa. São do mundo do instantâneo. Nem todos pensam ou imaginam o futuro. 

Penso que a melhor maneira então, seria mostrar-lhes os benefícios que o estudo pode lhes proporcionar no presente. E, para mim, o maior deles é deixá-los “ispertos”. 

Parafraseando Raul Seixas, não posso entender como, em um mundo de tão fácil acesso ao conhecimento e a informação, exista muitas pessoas “aceitando a mentira”, sem esboçar qualquer dúvida ou questionamento. 

Milhares de pessoas vão a uma fila, criando tumulto, sacar um “bônus”, sem qualquer confirmação oficial da fonte pagadora de que o mesmo seria dado, só porque “ouviram falar”. 

Outros tantos retransmitem notícias falsas na internet, muitas delas sem cabimento algum, porque não possuem condições mínimas de analisar ou diferenciar um fato de um boato.

“Quem lhes garante de que vocês não estão sendo enganados?”. Pergunto aos jovens estudantes. Enganados pelas marcas, pela publicidade, pelas notícias, pelos políticos, pelas situações... 

Digo-lhes que o estudo é a proteção que eles têm de melhor. Um escudo, para lhes deixarem menos vulneráveis a tantas enganações do cotidiano de nossa vida social. E este benefício, eles já podem começar a usufruir imediatamente. Os outros, certamente, virão como conseqüência.

Importante lembrar, que não há nada de novo no que estou falando. Já é dito há muito tempo. Está, inclusive, na Bíblia! João 8:32: “e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. 

10.4.13

Diz que... “teve um caminhão aí vendendo galinha ôca”






Zé: O que? Um caminhão?? Galinha ôca??? Como assim????
Tonho:  ôca Zé, pura, vazia, sem nada dentro...

Z: Onde já se viu isso???
T – Aqui mermo, oxente!  

Z: Saí daí... que ninguém vai comprar uma galinha sem nada dentro, o povo só gosta é de frango com tudo dentro...
T: Né assim não Zé. O povo gosta é da vantagem. Diz que passou um caminhão anunciando, que era R$ 10 (Dez Real)...  Lá tinha um pacote tudo embalado, bunito, arrumado, com galinha congelada... Aí a turma caiu pra dentro...

Z: Dez real??? Sai daí Tonho. É ruim de acreditar.
T: Mais diz que foi...

Z: Ainda que fosse pelo preço, mas num é só o preço. Essas coisa tem regra, tem Lei, num se pode vender comida congelada assim de quarquer jeito no meio da rua não. Onde já se viu???  
T: Num sei se já se viu... Também num sei se tem Lei. Só sei que diz que o povo caiu pra dentro. O caminhão parou na praça e vendeu as galinha tudo rapidim...

Z: Imagino o resultado dessas galinha...
T: Diz que o resultado... é que quando o povo chegou em casa e abriu o pacote, se deu o sucedido...  Era tudo pôde... E o povo abrino, abrino e lá vai pé, lá vai pé... gurdura do sobrecu, carcaça... O povo só via o petho, achando que era petho, mas quando batia na bacia assim oh (toc, toc, toc) só tinha osso... o petho era fechado, mas era ôco, não tinha carne não...  Tiveram foi de dá pros cachorro...  

Z:  Mas... Tonho... foi verdade mermo que teve esse caminhão aí vendendo galinha ôca????
T: Diz que foi.  

PS - Tonho e Zé são personagens fictícios, que moram em algum lugar improvável, e vez em quando aparecem conversando sobre histórias difíceis de acontecer. 

Imagem meramente ilustrativa
   


24.3.13

Inferências sobre o Futsal do Paraguai e o Futsal “do Paraguai”


Assistia agora a pouco a um jogo de futsal Brasil X Paraguai. A partir dos uniformes das duas seleções fiz algumas inferências. Vislumbrei possíveis diferenças quanto aos níveis de organização e atenção ao esporte nos dois países.

A seleção paraguaia de futsal usa um uniforme, ao que parece, idêntico ao da seleção de futebol de campo daquele país. O escudo é o mesmo, o material esportivo é da Adidas e não há qualquer marca de patrocínio.

Enquanto isso, o padrão da seleção brasileira de futsal, difere totalmente do uniforme canarinho do futebol de campo.

A diferença está não tão somente no escudo, no modelo e no fato de ter distintos fabricantes de camisa (enquanto a deles é uma marca top a do Brasil é a Fila da... Itália), mas como também pela profusão de patrocinadores.

Correios, Banco do Brasil e Chevrolet, foram as três marcas que consegui identificar na camisa do escrete tupiniquim de Futsal (duas delas são estatais).

O que inferir daí?

Ao meu ver, no Paraguai o Futsal deve receber atenção da Federação de Futebol de lá. Eles devem ter uma federação de “Futebol” e não uma federação de “Futebol de Campo”, como temos aqui.

Também me parece que, ao julgar pelas minhas inferências, o Futsal Paraguaio necessita menos de “correr o pires” para sobreviver do que o brasileiro. Afinal, exibição de marcas de inúmeros patrocinadores nem sempre significa arrecadação de grandes fundos.  

A profusão de logos na camisa pode representar o estilo “cada um dá um pouquinho”, que é “pra ajudar”.

Sendo assim, imaginemos que a situação do Futsal em âmbito nacional, embora em proporções dessemelhantes, não difere muito da luta do professorWiliam César para organizar o Campeonato Iraraense. Aqui, costumamos ver uma profusão de patrocinadores e recursos em escassez.  

Dentro de quadra, nos brasileiros temos o melhor futsal do mundo. Uma seleção heptacampeã mundial, atual dona do título e bem situada no raking, com aproveitamento, ao contrário do que a  seleção de campo tem mostrado em tempos mais recentes, de dá inveja.

No entanto, os feitos dos jogadores “futsalisticos”, infelizmente não parecem refletir no desenvolvimento brasileiro do esporte.

Pelo que percebo, enquanto nossa qualidade esportiva é de primeira, a organização, atenção e apoio ao esporte, aqui no Brasil, são “do Paraguai”. Mas, tão “do Paraguai”, tão "do Paraguai”, que nem lá no Paraguai deve ser assim.   

PS – São tão somente inferências 

12.3.13

Conselho pra “gostosa”. Pense grande!


Um conselho para as “gostosas” que ficam o tempo todo querendo exibir seu “corpicho”.

Pensem que vocês podem ir além da geral dos amigos do Facebook. Quem sabe até chegar à capa de uma revista de grande circulação e ainda ganhar uma grana com isso?

Quer saber como?

Saca só:    

Esqueça os concursos de misses, os testes do sofá, as seletivas pra modelos ou qualquer coisa do tipo [ainda corre-se o risco de ser vítima de tráfico humano].

Deixe de lado todas as estratégias convencionais e... 

Arme um barraco!  

Mas, não é um barraco qualquer. Tente ser “A” protagonista de uma situação na grande mídia.

Não sei como, mas pense em algum alvoroço. Seja na política, no futebol, na rua. Pense em qualquer situação que gere mídia. Muita mídia. Envolva algum famoso. E... Pronto!

Fatalmente, a depender de quanto midiática for a situação, você nem precisa ser tão “gostosa” assim.  Com certeza vão surgir várias propostas, talvez até para pousar nua.

Recorra a sua memória e comprove que, por reincidências, no Brasil acontece desta forma.

Fizeram proposta pra fogueteira do Maracanã, para funcionária do Senado que vazou vídeo do celular, pra gandula do Botafogo e até para moça que tascou beijo no Fred do Fluminense, entre tantas outras.  

É simples assim. Estamos em terras brasileiras. Arme sua cena [uma grande cena] e o convite vai aparecer.

É claro que você corre o risco de “pagar o maior mico” do momento. Mas, ainda assim, o tiro saindo pela culatra você tem a grande chance de acertar o alvo com seus 15 minutos de fama.

Vai que o “mico” vire “meme” e você faça sucesso nas redes sociais???

E, a depender do tamanho do sucesso na rede, a revista pode até lhe chamar. Olha o alvo sendo atingido...

Então, arrisque-se. Pense grande.

Se não conseguir o alvo de uma grande revista de circulação nacional e entrevistas em programas de auditório, no mínimo, sua ação [ou fotos] terá vários “curtir”.

Ah! E se conseguir o grande objetivo, não se esqueça de me dá...  a comissão por ter passado a dica. 

Abraço!